Tuesday, July 17, 2007

Limites do Desenvolvimento Sustentável

LIMITES DO DESENVOLVIMENTO SISTENTÁVEL

Capítulo 1 – A ORIGEM DO UNIVERSO E DA VIDA NA PERSPECTIVA DA ATUAL CRISE AMBIENTAL.

Os estudos da origem do planeta deram um salto substancial nos últimos anos por conta do avanço da tecnologia, sobre a revolução da ciência e principalmente sobre a visão diferenciada da discussão sobre a origem do universo e os elementos que deram inicio a vida na terra.
O autor ao longo do tema proposto, pretende mostrar certas implicações sobre a teoria do big- bang, com a explosão e a expansão das partículas (matérias), passando por bilhões de anos e a crença relacionada à origem divina do universo.
Diversas são as idéias que derivam a teoria do big-bang para a criação do universo e a vida na terra como exclusividade , baseado nos estudos de outros planetas e a falta de elementos necessários para as condições básicas de vidas.
O chamado redescobrimento da terra tem um princípio nos anos 60 , como resultado de viagens interplanetárias e suas investigações. Os primeiros seres vivos (bactérias), exploraram novos recursos, gerando uma diversidade muito grande na terra, devido à transformação da atmosfera.
As modificações do clima na terra tem como fator importante às extinções em massa, como e esfriamento da terra por uma densa nuvem de pó, mas a capacidade de se regenerar para a criação de novos seres é surpreendente.

Capítulo 2 - A TENDêNCIA DOS SERES VIVOS.

A questão da crise ambiental aprece como um desequilíbrio entre as espécies e sua adaptação, como prova a teoria da evolução, só os mais fortes sobrevivem, pois os frágeis caem pelo caminho, favorecendo uma minoria. Na concepção de equilíbrio se dá quando a espécie esta adaptada.
No caso do ser humano não basta aceitar a inter-relação, no caso de como todos nascem iguais, pois o potencial de riqueza acumulada é diferente, gerando um desequilíbrio devido ao patrimônio diferenciado.

No papel fenótipo da evolução, Darwin teoriza sobre a seleção natural e a mudança evolutiva aliada a adaptação ao meio, Mendel contemporâneo de Darwin foi o descobridor da lei da herança genética, permitindo elementos distinguíveis.
Segundo a teoria sintética a única teoria evolutiva é a genética, nos anos 60 autores como Waddington tem uma visão critica sobre a evolução, ressaltando que a fenogenética não nega a genética na evolução mas cria uma inter-relação entre o genótipo e o meio ambiente.
O organismo sobre seu ambientes faz com que os ambientes sejam modificados por eles.




Capítulo 3 - AS BASES DO COMPORTAMENTO HUMANO E O AMBIENTE

Tornou-se rotineiro culpar o ser humano pela degradação do meio ambiente, devido sua cultura herdada ao longo dos tempos o ser humano se diferencia dos demais seres vivos.
A própria transformação do meio é desigual, pois os mais evoluídos desenvolvem funções novas, gerando mobilidade especial, libertando de certa forma do meio ambiente, com energia mecânica e a necessidade de alimentação e produção de energia em busca de outros elementos, tornando- se um desafio na espécie.
Argumenta-se que os hominídeos mais primitivos conhecidos remontam a 3,5 milhões de anos com sua postura erguida, se locomovendo com os pés e sua nova postura foi o passo decisivo para transformação de todo o organismo e o processo da fala remonta de várias hipóteses.
Os objetos úteis para a apropriação de alimentos não são um privilégio só dos seres humanos, outros animais se destacam no uso de instrumentos a fim de se alimentarem.
A diferença está no uso de instrumentos por animais e seres humanos, que no nosso caso alia-se às relações sociais e de produção, no caso herança social (cultura).
A distinção nos conduz às relações sócias e o requisito é que existam coisas que se herdam de uma geração para outra.


Capítulo 4 - A TECNOLOGIA E SUAS IMPLICAÇÕES PARA O COMPORTAMENTO HUMANO EM FACE DE SEU AMBIENTE.

O autor destaca sobre a degradação ambiental e a responsabilidade humana em três níveis, sendo as relações com o mundo abiótico, com outros seres vivos e com seus congêneres, ou seja, consigo mesmo. As relações técnicas refereÀse as relações do mundo abiótico e dos outros seres vivos, enquanto denomina-se as relações sócias, o convívio com sua espécie.
O processo de produção constitui no conjunto das relações técnicas e sociais, por essa razão a acumulação de informação de maneira crescente . O ser humano cria as sociedades dentro dos limites impostos pelas sociedades passadas e seus limites técnicos e sociais, criando classes sociais, instituindo formas concretas de produção.
Os ser humano não pode utilizar as relações técnicas de forma arbitrária, transformando seu ambiente externo , descobrindo funções novas para coisas existentes.
O homem é o único que usa instrumentos para fabricar instrumentos, o trabalho combinado no uso de instrumentos com determinada atividade, ou seja o homem desenvolve o que o autor chama de tridimensionalidade do tempo, utilizando instrumentos produzidos no passado para desenvolver atividades no presente, tendo como propósito o uso do produto no futuro, por sua vez a diferença entre presente e futuro não faz sentido a produção imediata de um determinado produto, há não ser pelo consumo.
Já outros seres vivos assumem a necessidade imediata assumindo a natureza em sua plenitude à não ser por necessidade utiliza-se de recursos naturais.
O processo de atividade acumulativa não só transforma a natureza como também desenvolve o sujeito adicionando novas habilidades e conhecimentos, permitindo a socialização do homem, estendendo sua própria vida.
Segundo o autor o processo de objetivação esta centrada no uso crescente e imediato do objeto de trabalho, diversificação da biodiversidade a fim de satisfazer as necessidades do homem e os conhecimentos e uso das leis da natureza.
Foladori cita Marx, relatando que a produção de material não pode ser concebida separadamente das relações sociais, dirigindo como ele mesmo cita em “categorias chaves”, na alienação das funções do capitalismo.


Capítulo 5 - O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E A QUESTÃO DOS LIMITES FÍSICOS.

A humanidade tem consciência que está destruindo o sistema funcional do planeta e em face de este problema há uma analise global da crise ambiental sob a ótica de três temas: Superpopulação, os recursos e os resíduos, unificando como limites físicos externos.
A crise ambiental surge como resultado de sua organização econômica e social, surgindo inicialmente como um conflito no interior de uma sociedade humana.
Os problemas ambientais podem estar relacionados a diversos fatores mas podemos deparar com temas variados mas sintetizando os problemas se referem a impactos humanos externos ao processo de produção no sentido estrito.
O relacionamento se dá pela mediação do trabalho, inter-relacionando uma atividade física e meio ambiente externo. As relações sociais de produção com o mesmo conteúdo técnico mas que toma diferentes formas sociais, mas decisivas no material em que vai usar (recursos naturais) , no ritmo em quer se vai usar e do relacionamento com o meio ambiente.
Os problemas ambientais não são discutidos a partir da forma social e sim do conteúdo material em sua finalização, ou seja quando o caldo entornou, ai não tem mais jeito.
Numa primeira visão sobre os problemas ambientais, o processo de produção não é discutido e a economia resolverá as questões ambientais.
A sociedade e as formas de organização, vem modificando, alterando o meio, coisa que outras formas de convívio não o faziam, a hipótese do mito do eterno retorno e reflexões sobre naturezas anteriores à civilização moderna e o respeito com a natureza, colocando a prática devida na exploração da terra para garantir sua reprodução.
Na tradição ocidental, o pensamento clássico grego mostra uma ruptura com a natureza, a ideologia da dominação e exploração reproduzida em classes escravistas se estende a natureza. O judaísmo e o cristianismo sistematizaram as idéias clássicas de domínio do homem sobre a natureza, tal como foi exposto no Gênese da Bíblia.
O ser humano aparece como intermediário entre Deus e o restante do mundo natural, para ordena-lo e domina-lo. Esta forma de apresentação dos problemas afetam a sociedade como um todo em seu conjunto, o que ocorre com o ser humano não acontece com outros seres vivos.

A revolução industrial permitiu a expansão completa do mundo, a pilhagem foi espetacular, destruindo os povos pré- capitalistas, dizimando milhares de animais, extinções de espécies, epidemias acabaram com culturas e etnias diversas.
Essa diferente apropriação cria classes e grupos sociais tão distintos em seu relacionamento com o meio ambiente, seja ele no âmbito de responsabilidade como em transformações, trazendo benefícios ou prejuízos.
Assim o ser humano como espécie estabelece regras de comportamento com o seu entorno, como o próprio autor destaca chamando de derivadas e subordinadas, condutas e contradições sem limites com uma ótica nos chamados problemas “técnicos”.

Capítulo 6 - A ECONÔMIA DIANTE DA CRISE AMBIENTAL

Para se pensar numa sociedade estruturada baseada no plano econômico capitalista, é preciso pensar no longo processo histórico que é implicado no mundo ocidental.
No final do século XIX , o capitalismo é o que melhor se encaixa na produção espontânea de mercadorias, ficando evidente que é difícil um País com ambiente equilibrado, porém sem exportações competitivas conseguir sustentar sua moeda.
Torna– se notório que o modelo aplicado no mercado fracassou na consolidação de uma sociedade sustentável, o autor coloca uma série de dificuldades para pontuarmos como teóricas e técnicas nas externalidades na determinação de preços, ou na ética para determinar um valor de custo para gerações futuras.
Numa sociedade capitalista esta garantida que cada individuo faça dos recursos naturais e seus detritos o que bem entende, abandonando involuntariamente a organização e o destino global da produção de mercado.

Capítulo 7 - AS RELAÇÕES CAPITALISTAS PARA O COMPORTAMENTO HUMANO EM FACE DE SEU AMBIENTE

A chamada forma de produção capitalista gera atores sociais com comportamento exclusivos de consumo, num ritmo nunca antes imaginável na humanidade.
A tendência de produção ilimitada acaba gerando poluição e depredação em larga escala criando queixas nos movimentos ambientais. Outro fato que o autor ressalta é o da geração de população excedente e sua forma com a organização econômica, salientando que nunca na história da humanidade gerou tanta população excedente como algo natural.
As diferenças das classes acabam restringindo os direitos dos menos abastados financeiramente na sociedade, como exemplo, Guillermo Foladori coloca um exemplo:
É como se um grupo de pássaros se encarregasse de cortar as asas dos passarinhos de outros grupos de sua espécie mesma ao nascer, para deixá-los impossibilitados de ter acesso aos meios de vida.

Notas Sobre o Autor.

Guillermo Ricardo Foladori, Uruguaio de nascimento é antropólogo, graduado pela Escuela Nacional de Antropologia e História do México, com curso de Especialização em Meio Ambiente e Desenvolvimento pelo Pnud-OEA, mestrado em Antropologia Social e Doutorado em Economia Universidad Autônoma de México.
Desde 1996 é professor visitante da Universidade Federal do Paraná.

Bibliografia

Foladori, R.G. Limites do Desenvolvimento Sustentável – Editora Unicamp.
Filiada a Imprensa Oficial de São Paulo. 2001.

1 comment:

cintcarol said...

Olá, tudo bem?

Você transcreveu o livro do Foladori ou resumiu?

Obrigada